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Indústrias de Santa Catarina planejam investir R$ 6 bilhões de 2008 a 2010


Florianópolis, 07.07.2008 − Indústrias de Santa Catarina pretendem investir R$ 6,06 bilhões no triênio 2008-2010, segundo pesquisa com 144 empresas instaladas no estado. O dado é um dos destaques da publicação Desempenho e Perspectivas da Indústria Catarinense, lançada nesta segunda-feira (7) pela Federação das Indústrias (FIESC). O compêndio, realizado pela FIESC com apoio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), reúne informações sobre os investimentos realizados no ano passado e previstos para o período 2008-2010, além dos resultados do setor industrial em 2007 e o cenário econômico esperado para este ano. Em 2007, o grupo pesquisado investiu R$ 1,49 bilhão, e tem como meta aportar R$ 2,14 bilhões em 2008 (alta de 40%) e mais R$ 2,23 bilhões no próximo ano. Para 2010, em função do prazo maior, a previsão de investimentos é naturalmente mais baixa, de R$ 1,69 bilhão, totalizando R$ 6,06 bilhões no acumulado de 2008 a 2010. Desse valor, R$ 4,9 bilhões serão aplicados em território catarinense, R$ 898 milhões por empresas de SC em outros estados brasileiros e R$ 273 milhões no exterior. Segundo o presidente da FIESC, Alcantaro Corrêa, essa alta mostra a disposição das indústrias de manter a competitividade em nível global, ampliando a produção para atender a crescente demanda, se atualizar tecnologicamente e ganhar novos mercados. Os principais objetivos dos investimentos nesse período são a modernização e a ampliação da produção, com a aquisição de máquinas e equipamentos, (destacada por 61% das empresas), a atualização tecnológica (apontada por 46% dos pesquisados), o aumento da capacidade produtiva (42% das empresas) e a inovação e o desenvolvimento de novos produtos (item marcado por 35% das companhias ouvidas). Corrêa destacou uma mudança significativa detectada pela pesquisa, nas fontes dos recursos para as inversões das indústrias catarinenses. Em 2007, do R$ 1,49 bilhão investido pelas companhias ouvidas pela FIESC, 62,62% foram de recursos próprios das empresas, 20,23% vieram de bancos de fomento, como o BRDE e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e 9,37% de empréstimos junto a bancos nacionais. Já para os R$ 6,06 bilhões planejados para o período 2008-2010, 47,26% devem ser de recursos próprios, 45,53% de bancos de fomento e 4,73% de bancos nacionais. Segundo o presidente da FIESC, isso mostra uma mudança na cultura das empresas, que estão percebendo as vantagens de se usar os bancos de fomento. “Além do custo dos empréstimos ser menor, as empresas podem, assim, guardar os seus recursos próprios para capital de giro, que acaba sendo um colchão de segurança importante no atual cenário de incertezas, por conta da crise americana e da alta da inflação no Brasil e no mundo”, disse Corrêa. O diretor operacional do BRDE, Silverino Silva, informou que, janeiro a junho, a instituição já liberou R$ 750 milhões em financiamentos. O BNDES, que é o principal repassador de recursos para o BRDE, autorizou mais R$ 902 milhões para empréstimos no segundo semestre. “Se esse valor for efetivamente liberado até o final do ano, o banco atingirá uma marca histórica”, afirmou Silva. “Já estamos sentindo essa demanda por recursos apontada pela pesquisa da FIESC, e estamos à disposição para atendê-la”, completou. Segundo a pesquisa da FIESC, as indústrias que não realizaram investimentos em 2007 apontaram como principais motivos os prejuízos causados pela baixa cotação do dólar frente o real, principalmente nos segmentos mobiliário e de produtos de madeira. Outros fatores citados foram as taxas de juros elevadas, a crise nos Estados Unidos, a grande competição com produtos importados e a falta de linhas de crédito acessíveis às pequenas e médias indústrias. A publicação não computa alguns investimentos anunciados recentemente, como a fábrica de motores da General Motors em Joinville, o novo frigorífico da Sadia em Mafra, a fábrica de fertilizantes da Bunge e da Yara Brasil em Anitápolis e os investimentos da Tigre nas plantas industriais da Argentina e dos Estados Unidos. Fonte Fiesc

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